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Será que o agronegócio também possui práticas ESG?

ALVES, Ricardo Ribeiro. ESG no Agronegócio - Rio de Janeiro: Editora Alta Books, (será publicado em 2026). 189p.
ALVES, Ricardo Ribeiro. ESG no Agronegócio - Rio de Janeiro: Editora Alta Books, (será publicado em 2026). 189p.

Pois esse é, justamente, o tema de mais um livro que sairá em 2026 pela Editora Alta Books: ESG no Agronegócio.

Como eu moro na região da Campanha, aqui no Rio Grande do Sul, e que é uma tradicional região produtora de grãos (arroz, soja e milho), era natural que eu me interessasse em abordar o ESG também do ponto de vista do Agronegócio.


Eu me recordo que, ao divulgar meus primeiros livros sobre ESG, sobretudo em rádios da região, uma pergunta que sempre era feita pelos interlocutores era: “Como o Agronegócio pode aplicar o ESG em suas atividades?”


Outra questão que me impulsionou a escrever sobre ESG no Agronegócio é que é comum vermos pessoas dizendo que o Agro não se importa com o meio ambiente ou, pior, que é inimigo do meio ambiente. São afirmações assim que me fizeram investigar profundamente a questão. Será que é totalmente verdade? Será que há realmente boas iniciativas? 


Eu sei que há inúmeros exemplos no Agronegócio de atividades predatórias que degradam o meio ambiente e que não respeitam as leis trabalhistas, por exemplo. Mas, ao ver um “copo com água pela metade”, devemos dizer o “copo está meio vazio”? Será que tais práticas representam a grande maioria dos empreendimentos do Agro? Eu já adianto que NÃO.

E por que isso acontece de existirem más ações? Ora, porque as empresas são compostas por pessoas. Assim como existem boas e más empresas, também existem bons e maus jornalistas, bons e maus advogados, bons e maus políticos, bons e maus empresários, dentre outros. Faz parte da natureza humana. Alguns são sérios e realmente fazem o seu trabalho corretamente, enquanto que outros buscam passar um “verniz”, tentando encobrir seus erros e falcatruas. Infelizmente, é assim que acontece.


Ao ver o “copo com água pela metade” que tal enxergamos o “copo meio cheio”? Que tal valorizarmos as iniciativas louváveis e que servem de exemplo para todo o setor?

“Ah, mas será que há luz no fim do túnel?”, perguntarão alguns. “Será que o Agro é esse vilão implacável que apenas produz para ganhar dinheiro sem se incomodar com as pessoas e o meio ambiente? Será que o Agronegócio apenas pratica greenwashing e, por tabela, socialwashing e ESGwashing?


É lógico que sempre existirá riscos de a empresa tentar enganar as pessoas. E isso não é somente no Agronegócio, mas em qualquer atividade. No entanto, como diriam as nossas avós, “mentira tem perna curta”. Se a empresa tentar enganar os stakeholders, em um mundo conectado e empoderado como o nosso, será questão de tempo até que alguém descubra a “falcatrua” e denuncie. E aí o risco para a imagem institucional poderá ser grande. Vale a pena a empresa correr este risco? Fica a reflexão.


Evidentemente, isso não quer dizer que não iremos ter senso crítico para com as atividades consideradas erradas. Não há interesse de ninguém, principalmente das empresas do Agro que fazem o trabalho correto, de “passar pano” para as iniciativas que praticam greenwashing ou mesmo que possuam atividades “fora da lei”. São situações que acabam afetando negativamente como um todo a imagem do setor e que, talvez, expliquem porque há pessoas que consideram que o Agronegócio é inimigo do meio ambiente.


Mas, a proposta é valorizar o que é feito de bom pelo Agronegócio, principalmente em relação à Agenda ESG. Lógico que as empresas estão cada vez mais conscientes de sua responsabilidade socioambiental, mas agora elas perceberam que estes investimentos se traduzem em menores risco no mercado, atendimento às expectativas dos stakeholders e oferta de valor para as partes interessadas. Vejam, estamos falando de negócios!




 
 
 

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