Qual a importância do ESG para a estratégia das organizações?
- Ricardo Ribeiro Alves

- 19 de abr.
- 3 min de leitura

Ainda neste ano de 2026 será publicado pela Editora Alta Books mais um livro de minha autoria: ESG Strategy. Nele, eu comento que podemos comparar a estratégia das organizações com um jogo de xadrez, guardadas as devidas proporções e peculiaridades.
Imagine que o “jogador A” do xadrez seja a nossa organização, privada ou pública, e o “jogador B” seja o nosso concorrente, podendo ser apenas um ou vários. Não importa aqui mensurarmos o número de concorrentes, mas as suas estratégias no jogo. O “tabuleiro” representa a arena na qual ocorre o jogo, ou, no nosso caso, o mercado consumidor disputado pelas organizações.
Qualquer movimento que fizermos (jogador A) será percebido pelos nossos concorrentes (jogador B) e, inevitavelmente, os fará contra-atacar. E aqui entra uma questão muito importante: os movimentos estão sujeitos à regra do jogo, no caso do xadrez, ou às regras do campo organizacional, no caso das empresas.
Nesse contexto, podemos concluir que: a nossa empresa (na analogia, o “jogador A”) disputa o mercado consumidor (“jogo”) na arena de negócios (“tabuleiro”) seguindo as regras definidas pelo campo organizacional, ou seja, ditadas pelos stakeholders (“regras do xadrez”).
E aí vem uma questão muito importante e que muitos empresários e gestores públicos ainda não se deram conta: AS REGRAS DO JOGO MUDARAM!
Alguém aí pode se perguntar: Como assim, as regras do jogo mudaram? Voltando à comparação do meio empresarial com um jogo de xadrez, podemos dizer que as “regras do jogo” são ditadas pelo campo organizacional que é composto, nada mais, nada menos, pelos stakeholders, também conhecidos como “partes interessadas”.
Quantas empresas continuam trabalhando há gerações da mesma forma sem se darem conta de que o mundo mudou nas últimas décadas, que o consumidor não é mais o mesmo, que agora as pessoas têm informação na ponta dos dedos, que as mudanças climáticas vieram para ficar e que há escassez de matérias-primas em muitos mercados, além de restrições legais para aquisição de algumas delas?
Mas, então, porque muitas empresas não se adaptam às novas exigências do mercado? Uma possível explicação seria a resistência a mudanças e a tendência a não ser proativo nas ações. Podemos dizer que essas organizações ainda vivem na era do capitalismo shareholder, que é aquele que visa prioritariamente o lucro para os detentores do capital, seja o dono, o sócio ou o acionista. Mas, elas não perceberam que “as regras do jogo” mudaram... e isso representa, certamente, um grande RISCO para elas pensando na Agenda ESG.
É necessário que as empresas, governos e pessoas se voltem para as questões inerentes ao ESG, pois aspectos sociais, ambientais e de governança vieram para ficar. No contexto da estratégia e ESG, também existe um termo que associamos a essas duas práticas e que chamamos de “ESG Strategy”.
ESG Strategy é uma abordagem empresarial que integra fatores ambientais, sociais e de governança nas operações, nos processos de tomada de decisão e na estratégia geral da empresa. Além disso, é uma forma holística de fazer negócios que considera o impacto da empresa no meio ambiente, na sociedade e em suas estruturas de governança. Isso significa que a empresa está em conformidade com ESG.
Nos últimos anos, a popularidade da implementação da estratégia ESG cresceu significativamente, e um dos principais motivos para essa tendência é o interesse crescente dos investidores. Instituições financeiras proeminentes como BlackRock, JP Morgan, Morgan Stanley, Goldman Sachs e Wells Fargo adotaram uma estratégia de negócios ESG e contribuíram para o investimento ESG.




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