ESG é sustentabilidade ambiental?
- Ricardo Ribeiro Alves

- 19 de abr.
- 2 min de leitura

Em meu segundo livro sobre o tema, A Força do ESG (Editora Alta Books), eu faço uma provocação aos leitores: “A empresa que tem ações de “sustentabilidade ambiental”, se preocupa com o “social” e exerce a “governança” está sempre praticando o ESG?”
Não necessariamente, seria a melhor resposta. Eu costumo brincar que, “ESG: Parece, mas não é sustentabilidade ambiental”?
ESG não é sustentabilidade ambiental, mas a sustentabilidade ambiental pode fazer parte do ESG se o seu NÃO cumprimento significar RISCO para o negócio. É a mesma coisa de quando dizemos que “marketing não é propaganda, embora a propaganda faça parte do marketing”. Assim, ESG é muito mais do que sustentabilidade ambiental, da mesma forma que o marketing é muito mais do que a propaganda!
Vejam que eu não disse que a sustentabilidade ambiental não é importante para o ESG, mas que o ESG vai muito além dela!
O mesmo raciocínio vale para o “social” e a “governança” do ESG. O não cumprimento deles representa RISCO para o negócio da empresa? Se a resposta for “sim”, pode ter certeza de que deveria fazer parte da Agenda ESG da empresa!
Adicionalmente, há preocupação da empresa com o “capitalismo stakeholder” e geração de valor para eles? Se não existe, e isso puder representar risco para o negócio da organização, temos aí um problema relacionado a ESG e que deve ser solucionado.
Dessa forma, somente há sentido em falarmos de ESG caso estejam considerados os três pilares do ESG: a gestão de riscos, o capitalismo stakeholder e a geração de valor.
Podemos concluir algo muito importante com tudo o que foi dito até aqui (e não deixem de anotar isso): Se a condução da Agenda ESG não considerar a gestão de riscos, o capitalismo stakeholder e a gestão de valor, ela será apenas uma nova “roupagem” do tripé da sustentabilidade, provavelmente sem os efeitos práticos que a sociedade espera.




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