A importância do ESG na construção de negócios sustentáveis
- Ricardo Ribeiro Alves

- 19 de abr.
- 2 min de leitura

O ESG é um termo que ganhou a mídia, as redes sociais e o mundo empresarial nos últimos anos, mas se você ainda não sabe exatamente o que significa, eu vou lhe explicar como tudo surgiu. Vou usar o trecho do meu primeiro livro sobre o assunto, ESG: O presente e o futuro das empresas, publicado pela Editora Vozes, para esclarecer a origem desse termo.
O ESG vai surgir, timidamente, em 2004, em uma publicação pioneira do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) – sempre ela – e instituições financeiras de 9 países, e se intitulava Who Cares Wins (“ganha quem se importa”). Apesar disso, o conceito de ESG ficou “adormecido” durante muitos anos, ganhando força apenas após a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A pandemia do novo coronavírus (COVID-19), doença infecciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2, e que ocorreu mais intensamente em 2020 e 2021, representou um “divisor de águas” na sociedade. Em que pese os incalculáveis e tristes episódios causados pelas mortes e sequelas de milhares de pessoas em todo o planeta, a pandemia levou as empresas a refletirem a respeito de seu papel na sociedade. Ganhar dinheiro às custas da deterioração acelerada do planeta e da desmedida exploração das pessoas não é o caminho certo, passaram a pensar dessa maneira muitas das organizações.
Assim como a fênix, pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas, esses pensamentos fizeram eclodir o conceito ESG, latente tantos anos desde sua publicação inicial em 2004.
Dessa forma, o termo ESG tem sido usado para se referir a práticas empresariais e de investimento que se preocupam com critérios de sustentabilidade e não apenas com o lucro no mercado financeiro.
A adoção da agenda ESG representa uma verdadeira mudança de paradigma nas relações entre as empresas e seus investidores, já que as melhores práticas tradicionalmente associadas à sustentabilidade passaram a ser consideradas como parte da estratégia financeira das empresas.




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